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Apresentação do I SABER UFF

Governos, assim como outras agências controladoras, exercem poderoso controle sobre a parcela da população que está sob seu jugo. Estes controles, amplamente baseados em caráter aversivo, geram sofrimento e contracontrole.

O contracontrole se constitui em formas de enfraquecer ou destruir o poder controlador imposto. Da resistência não violenta ao confronto beligerante, a luta pela liberdade é sempre uma estratégia de contracontrole.

Nas democracias modernas o controle do controle, buscando manter o balanço entre os poderes, tem sido uma regra usual para que não se constituam regimes ditatoriais e totalitários. Essa estratégia, entretanto, pode, por vezes, não ser capaz de evitar o abuso do poder.

No Brasil, por exemplo, viveu-se a experiência onde a equivalência de poderes foi rompida, o poder foi concentrado, uma ditadura estabelecida, direitos políticos foram pulverizados, perseguições, torturas e mortes ocorreram sob a égide do Estado.  

As universidades brasileiras foram frontalmente atacadas neste período pelas mais diversas formas. Mas os contracontroles na universidade vibraram na forma de resistências ou “atitudes de rebeldia”.

O início de um governo totalitário ou ditatorial pode envolver coagir outras agências de controle a ser coniventes com suas práticas, restringir o controle de outras agências ou mesmo usurpar suas funções.

O “I SABER UFF – Iminências de ditadura e o papel do Behaviorismo como contracontrole” se propõe a analisar a conjuntura atual, os resquícios e iminências de ditadura e vislumbrar as possibilidades do Behaviorismo como resistência e contracontrole ao abuso de poder.

O Núcleo ÍTACA e a Liga Acadêmica de Behaviorismo, coadunam com as palavras de Skinner, de que “A força de um governo depende da inventiva e da propriedade de seus cidadãos”*, e para nós, como cidadãos, “A opção é clara: ou não fazemos nada e admitimos que um futuro miserável, e provavelmente catastrófico, nos surpreenda, ou empregamos o nosso conhecimento sobre o comportamento humano para criar um ambiente social onde levaremos vidas produtivas e criativas, sem com isso comprometer as possibilidades daqueles que nos seguirão, para que eles possam fazer o mesmo”.**

*SKINNER, B.F. Revisitando Walden II. In: Walden II: uma sociedade do futuro. São Paulo: E.P.U., 1978, p.VII-XVIII. Publicação original em 1948.

** SKINNER, B.F. Ciência e Comportamento Humano. São Paulo: Martins Fontes, 2007. Publicação original em 1953.

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